
Pode não se dar conta, mas as discussões de casal diante dos filhos podem marcá-los para sempre.
Foi exactamente isso o que aconteceu com Paula (que prefere não revelar o nome), relações-públicas que mora em São Paulo (Brasil) e tem 30 anos. Emocionada, ela garante não acreditar mais no amor. Para ela, um dos motivos da sua vida amorosa ser tumultuosa é resultado dos exemplos que teve em casa: constantes confrontos dos pais e a separação dos dois.
“Eles acabaram com o casamento deles e eu com o meu, no ano seguinte. Fiquei tão passada ao descobrir uma traição do meu pai que acabei por tornar meu o problema deles. Conclusão: o meu ex não aguentou tanta pressão”, resume. Namorando há três anos com outra pessoa, Paula diz ter a impressão de que a relação não vai resultar. “Quando me lembro das brigas que presenciei na minha infância e na adolescência, acho que não casarei, nem terei filhos”, diz ela, que afirma lutar contra esses pensamentos, mas dizendo que é difícil não associar a família a um ambiente conturbado.