Empecilhos à Oração (III)
O orgulho é inerente a todos nós em alguma forma. Nenhuma criatura tem tantas razões para ser humilde quanto o homem; nenhuma, possivelmente, possui tantas fontes de orgulho. O orgulho destrói a humildade, gera vaidade, transfere fé em Deus para fé em si mesmo. Existe no orgulho tal senso de estar completo em si mesmo que destrói a base da oração. A sua sensação constante é: "Estou cheio e não preciso de mais nada".
As últimas décadas têm produzido algumas mudanças dramáticas no discurso nacional [e internacional] sobre tudo o que é sexual. Com as crianças do ensino básico a serem iniciadas no curriculum da “diversidade da família”, com os relatos de promiscuidade em lares para idosos, com o debate aceso sobre casamento homossexual, e com a tendência predominante da pornografia através da publicidade e do entretenimento, parece não haver virtualmente parte da cultura que não trate da sexualidade de uma forma ou de outra – e muitas vezes com significativa controvérsia. Nesta era de relativismo moral, a opinião politicamente correcta declara que o que acontece entre adultos, desde que com consentimento, não é da conta de ninguém, mas exclusivamente da sua.
O estudo honesto, devoto da Palavra conduz-nos à maturidade e compreensão espiritual. Mas não é requerida capacidade intelectual superior para se compreender as “profundezas de Deus”? De facto, não. Os intelectos superiores entre os perdidos são incapazes de apreciar mesmo as “simples” verdades da Palavra, pois “elas se discernem espiritualmente” (1 Cor. 2:14). E quanto ao “mistério” revelado a Paulo pelo Senhor glorificado, o Apóstolo declara que “agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Efé. 3:5).