Questões
Até quando, Senhor? Esconder-te-ás para sempre? Arderá a tua ira como fogo? Senhor, onde estão as tuas antigas benignidades, que juraste a David pela tua verdade? – Salmo 89:46,49
A idade chega em que as crianças tornam-se questionadoras profissionais. Um dia tudo está normal, a vida está a correr muito bem e depois começa. “Pai, porque é que o céu é azul? Como é que ficou azul, afinal? Existe algo por detrás? “Mãe, porque é que o amarelo se chama ‘amarelo’?”
Compreendeste, decerto.
As crianças fazem perguntas aos pais porque acreditam que eles sabem realmente as respostas. De uma forma estranha, é o fazeres a pergunta que mostra o teu maior sentido de fé.
Isto tem todo o tipo de implicações, não é?
Por exemplo, algumas pessoas acreditam que questionar Deus é a forma definitiva de desobediência. Questionar Deus mostra falta de fé. Eu não concordo.
Repetidamente nas Escrituras encontramos pessoas que clamavam a Deus. Clamaram a Deus porque sabiam que Ele tinha sido fiel no passado e que precisavam que Ele voltasse a ser fiel no presente. “Deus, onde estás? Pensei que fosses um Deus amoroso. Onde está esse Deus amoroso que eu penso que és?” Talvez tenhas feito o mesmo tipo de perguntas. Quando eu e tu fazemos perguntas difíceis a Deus, estamos na corrente desta antiga tradição, que é repetidamente captada nas Escrituras.
É ao fazeres perguntas honestas e angustiantes, cheias de revolta e frustração, que expressas um profundo sentimento de fé. Clamamos a Deus, com frustração e revolta, porque acreditamos que Ele é o único que pode fazer algo a esse respeito.
Onde quer que estejas na tua jornada de fé, sabe que podes chegar a Deus honestamente com as tuas perguntas, dúvidas e frustrações. Pode ser a coisa mais cheia de fé que podes fazer.
APROFUNDANDO:
Reserva um momento para escreveres algumas perguntas a Deus. Sê honesto, mesmo ousadamente honesto. Dedica alguns momentos para orares sobre estas questões, levando cada uma delas a Deus.
LEITURA COMPLEMENTAR:
Salmo 73; Salmo 89
Por Mike DeVries



